Ubatuba de Moto: Roteiro com vento no rosto e pé na areia
Pegue a Rio-Santos, sinta a serra virar mar e termine o dia vendo o sol cair em um mirante neste roteiro de moto por Ubatuba ideal para casais e amigos.
- Por Rogério
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Ubatuba de moto: roteiro de bate-volta e fim de semana pelo litoral
Tem uma hora, lá pelo meio da semana, em que a vontade bate forte, e você fica olhando para a moto na garagem pensando que ela merece mais do que o trajeto de casa até o trabalho.
Ubatuba resolve isso muito bem, porque fica a cerca de 220 km de São Paulo, tem mais de 100 praias espalhadas entre a serra e o mar e recebe quem chega de moto com aquele cheirinho de maresia que a gente só sente de verdade quando está sem vidro no caminho.
Resposta rápida: dá para ir a Ubatuba de moto em um bate-volta bem cedo, em um fim de semana ou em um feriado, pela Rio-Santos, Tamoios ou Rodovia Oswaldo Cruz (a famosa serra de Ubatuba), e o melhor jeito de curtir é alternar praias, um mirante para o pôr do sol e paradas simples pelo caminho.
Por que Ubatuba combina tanto com moto
A estrada já faz parte do passeio, e isso muda tudo, porque a Mata Atlântica desce a serra até quase tocar a água e, a cada curva, aparece uma baía nova que parece ter sido colocada ali só para você parar e olhar.
Ubatuba de Moto: Vista de mirante na serra do Mar, Rodovia Oswaldo Cruz
De moto você sente a temperatura cair na serra, percebe o ar ficando mais úmido perto do mar e ainda estaciona praticamente na porta da praia, sem a briga por vaga que o pessoal de carro enfrenta nos dias de movimento.
Ubatuba também agrada todo tipo de companhia, seja o grupo de amigos que quer rir da própria cara de sono às seis da manhã, seja o casal que só quer um fim de tarde sem pressa, e dá para fazer tudo isso sem gastar muito, porque os melhores programas da cidade são justamente os simples, como um mergulho depois da trilha, um pôr do sol no alto de um mirante ou um peixe frito de frente para o mar.
Como chegar de moto
Saindo de São Paulo são mais ou menos 220 km, e você tem dois caminhos principais, a Rodovia dos Tamoios, que desce a serra até Caraguatatuba e é a escolha de quem vem de São Paulo ou São José dos Campos, pegando a Rio-Santos (BR-101 / SP-055), que contorna o litoral norte entre o mar e a serra e é a que mais enche os olhos do motociclista.
Ubatuba de Moto: visuais incríveis para admirar pela Rio-Santos
De Caraguatatuba até Ubatuba são uns 55 km de curvas bonitas, e vale rodar sem pressa, porque o charme desse trecho está justamente em perceber o que a paisagem tem para mostrar.
Para quem prefere a serra sinuosa de Ubatuba, é só pegar a saída 111 da rodovia presidente Dutra, e seguir pela Rodovia Oswaldo Cruz com destino a Ubatuba, não tem erro. São cerca de 95Km de Taubaté a Ubatuba, visuais incríveis pela Serra que valem um parada para fotos e esticar as pernas.
Ubatuba de moto: as famosas curvas sinuosas da serra de Ubatuba. Você vai percorrer umas 9 curvas como essa.
Um aviso de amigo é que a cidade tem fama de chuvosa, tanto que ganhou o apelido de Ubachuva, então a capa de chuva vai na bagagem mesmo com o céu azul na saída, e se o tempo fechar não precisa desanimar, porque o aguaceiro costuma passar e o sol volta com tudo.
Roteiro 1: bate-volta de moto, com a galera ou a dois
O bate-volta funciona muito bem para quem mora em São Paulo ou no Vale do Paraíba, desde que a saída seja cedo, e a ideia é sair com o dia ainda azulado, porque a estrada vazia da manhã é uma das melhores partes da viagem, com a moto andando macia, o ar fresco e aquela sensação de que todo mundo ainda está dormindo menos você.
Se for com amigos, combinem um ponto de encontro antes da serra, tomem um café com pão na chapa em algum posto da estrada e deixem a conversa rolar enquanto a moto esfria, porque esse café de beira de estrada é metade da graça do rolê e acaba virando a história que vocês vão contar depois. Se for em casal, esse momento tem outro sabor, porque dá tempo de ver a névoa subindo da mata e dividir um café quente antes de pegar a descida.
Passeio de moto em Ubatuba com amigos é só resenha. Créditos da imagem: https://www.motosblog.com.br/
Ao chegar, vale começar pela Praia Grande, que é a mais famosa da cidade e tem quiosques, movimento e ondas boas para relaxar, e depois seguir para uma praia mais tranquila ao norte, como a Praia do Félix ou a Prumirim, onde o mar costuma ser mais calmo e o ambiente mais sossegado.
Entre um mergulho e outro dá para esticar uma canga, abrir uma garrafa de água gelada e pedir uma porção de peixe frito, e se for pilotar na volta, deixa a cervejinha para a próxima viagem, porque a estrada à noite pede cabeça tranquila.
O ponto alto vem no fim da tarde, quando dá para subir até o Mirante do Saco da Ribeira para ver o pôr do sol, e muita gente vai com canga e um lanchinho para transformar o momento em um piquenique, enquanto a luz dourada cai sobre o mar e os barcos vão voltando devagar.
Ubatuba de moto: Vista do Mirante da Praia do Saco da Ribeira
Outra opção bem gostosa é a orla da Praia do Cruzeiro, no centro, que é boa para caminhar de mãos dadas e ver o céu mudar de cor sem precisar fazer esforço nenhum. Só vale lembrar que mirantes costumam ficar vazios depois que escurece, então aproveite a luz, tire as fotos e desça antes da noite fechar.
Ubatuba de moto: Vista do Mirante do Farol da Praia do Cruzeiro, no centro de Ubatuba. Créditos da foto: Marcelo Alves
A volta deve começar antes de escurecer, porque a serra e a Rio-Santos têm trechos com pouca iluminação e a ideia é chegar em casa cansado e feliz, e não cansado e preocupado.
Roteiro 2: fim de semana ou feriado sem pressa
Quando você tem dois ou três dias, o passeio muda de ritmo, e em vez de correr para encaixar tudo, você passa a escolher o que realmente tem vontade de viver.
No primeiro dia vale chegar cedo, deixar a mala na pousada e sair para o litoral norte da cidade, onde as praias têm aquele jeito mais selvagem, com mata fechando a areia e pouca estrutura, o que é perfeito para quem gosta de silêncio, e é fácil passar a tarde inteira ali, alternando mar, sombra e conversa.
Ubatuba de moto: Vista de mirante na Praia das Toninhas
No fim do dia, o pôr do sol pede um lugar com vista, e é aí que entram os mirantes de beira de estrada, porque a Rio-Santos tem pontos em que dá para parar com segurança e enxergar a costa inteira se desenhando lá embaixo, com praias grandes como a de Toninhas aparecendo ao longe.
Para casais, esse é aquele momento em que ninguém fala muito, e para os amigos é a hora de fazer a foto das motos enfileiradas com o céu laranja atrás, aquela que vai parar no grupo da família.
Ubatuba de moto: vista de mirante na Rio-Santos
No segundo dia, o ritmo pode ser mais manso, começando pelo centro histórico, com a Igreja Matriz e o Paço Nóbrega, e depois uma volta na feirinha de artesanato perto da Avenida Iperoig, onde sempre tem alguma coisa bonita para levar de lembrança.
Quem gosta de natureza pode trocar a tarde de praia por uma trilha curta até uma cachoeira e depois mergulhar na água fria, e quem prefere mar pode embarcar em um passeio de barco até as ilhas, como a das Couves, que mostra Ubatuba por um ângulo que a estrada não alcança.
Se o feriado for longo, sobra espaço para conhecer a Gruta que Chora, na Praia da Sununga, região sul, as Ruínas da Lagoinha, na Praia da Lagoinha, mais ao Sul, quase na divisa com Caraguatatuba, ou simplesmente repetir aquela praia que você amou no primeiro dia, e é justamente isso que torna a moto tão boa para esse tipo de viagem, porque você muda o plano no meio do caminho e ninguém reclama.
Ubatuba de moto: relaxar na praia comendo um camaraozinho e uma cerveja.
Em feriados e fins de semana de sol a cidade enche bastante, então reservar a pousada com antecedência e sair para os passeios mais cedo ajuda a evitar fila e trânsito, e deixa o dia render mais.
O que levar na moto sem exagerar
Moto pede bagagem enxuta, e o essencial é capa de chuva com jaqueta refletiva, uma roupa leve extra, protetor solar, óculos de sol, cadeado para a moto, carregador portátil e uma garrafinha de água, além dos documentos da moto e do piloto, porque o resto geralmente é peso que só atrapalha.
Uma canga ocupa pouco espaço e serve para praia, piquenique de mirante e até para improvisar sombra, então ela merece lugar garantido na mochila.
Capacete aberto na praia: liberdade no ritmo certo
Quando o calor aperta e o plano é rodar com calma de uma praia para outra, o capacete aberto é um dos companheiros mais confortáveis que existem, porque deixa o rosto livre, ajuda a sentir a brisa e facilita a conversa na hora de parar para um açaí ou um café.
Foi pensando nesse tipo de passeio que o Capacete Pro Tork New Liberty 3 chama atenção, já que o casco é de ABS, o forro interno de nylon é antialérgico e ajuda no conforto durante as horas de uso, e a viseira de policarbonato de 2 mm protege o rosto do vento e de insetos sem tirar a visibilidade.
E para quem está montando o kit da viagem agora, vale saber que o preço do capacete caiu bastante durante a Mega Oferta Prime da Amazon, de R$ 94,90 para R$ 54,89 na última vez que conferimos, em 07/10/2026, o que faz dele uma das formas mais em conta de começar a temporada de verão com equipamento novo, embora promoções como essa tenham prazo e o valor possa mudar a qualquer momento, então vale dar uma olhada na página do produto antes de decidir.
O fecho micrométrico também faz diferença em viagem de praia, porque você tira e coloca o capacete muitas vezes ao longo do dia, para mergulhar, tirar foto ou tomar um café, e um fecho rápido de ajustar poupa tempo e paciência.
Assista os detalhes do Capacete Pro Tork New Liberty 3
Agora, uma conversa sincera sobre segurança, porque ela faz parte de pilotar bem, já que o capacete aberto é ideal para passeios curtos e em ritmo tranquilo, como circular entre as praias de Ubatuba, mas em estradas com velocidade alta ou viagens muito longas o capacete fechado oferece mais proteção, e vale respeitar os limites da Rio-Santos, que tem muitas curvas.
Antes de comprar qualquer capacete, confira na página do produto a certificação do Inmetro, e use sempre a viseira ou os óculos de proteção, porque é isso que mantém a liberdade segura.
Dicas curtas para pilotar com tranquilidade no litoral norte
Abasteça antes de subir a serra e fique atento quando o piso estiver molhado ou com areia, porque a moto responde diferente nessas condições, e mantenha distância dos outros veículos nos dias de movimento.
Já desci essa serra de moto à noite, com chuva e neblina densa e posso dizer que é assustador, parece que você está andando no sabão e não enxerga 10 metros pra frente.
Faça pausas a cada uma ou duas horas para beber água e esticar as pernas, e se estiver em grupo combine os pontos de parada e acompanhe o ritmo de quem tem menos experiência, porque o passeio só é bom quando todo mundo chega bem.
Perguntas frequentes sobre Ubatuba de moto
Qual a distância de São Paulo até Ubatuba de moto?
São cerca de 220 km, e o tempo varia conforme o trânsito e as paradas que você fizer pelo caminho.
Dá para fazer bate-volta de moto para Ubatuba?
Dá, principalmente se você sair bem cedo e voltar antes de escurecer, embora o fim de semana ofereça um ritmo mais gostoso.
Qual a melhor estrada para ir de moto?
A Rio-Santos é a mais cênica e a mais querida entre motociclistas, e a Tamoios ou Oswaldo Cruz são as opções naturais para quem vem do Vale do Paraíba.
Onde ver o pôr do sol em Ubatuba?
O Mirante do Saco da Ribeira e a orla da Praia do Cruzeiro, no centro, estão entre os lugares mais indicados, e vale chegar com antecedência e voltar antes de escurecer.
Capacete aberto é permitido no Brasil?
É, desde que seja certificado pelo Inmetro e você use viseira ou óculos de proteção.
Capacete aberto é bom para viagem?
Para passeios curtos e de ritmo tranquilo, principalmente no calor, funciona muito bem, mas para estrada longa e velocidade alta o capacete fechado é mais indicado.
Hora de pegar a estrada
Ubatuba espera com mar, mata, comida boa e muito céu para olhar, então chame os amigos ou aquela pessoa especial, abasteça a moto e escolha o próximo fim de semana, porque a melhor viagem é a que sai do plano e vira lembrança.
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Tags: ubatuba de moto
Sobre o autor
Rogério
@rogeriogolob
Meu nome é Rogério Golob, sou criador do site Guia Vale do Paraíba. Sou apaixonado por natureza, fotografia e vídeos, e gosto de compartilhar minhas experiências e dicas dos lugares que visito. Minha missão com este projeto é inspirar outros viajantes a explorarem diferentes lugares da região.









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